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Rio + 20
Há 20 anos, 108 chefes de estado e de governo presentes à Rio-92 assinaram três importantes documentos: a Agenda 21, as convenções do Clima e da Biodiversidade. Até hoje, a Ri0-92 é considerada como a mais bem sucedida conferência da história da ONU. A Rio-92 produziu uma série de documentos e acordos que até hoje norteiam a discussão ambiental no mundo. Foi então que se consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável.
Vinte anos depois, o BRasil e a cidade do Rio de Janeiro receberão a Rio+20, conferência da ONU que pretende buscar soluções para problemas dramáticos para a humanidade e o planeta, como a mudança climática e a crise ecológica. O Brasil, através do governo da presidenta Dilma Roussef, quer dar um sentido mais geral e integrado, econômico e social, à discussão que, até agora manteve-se essencialmente retrito a esfera ambiental. O governo brasileiro diz que já há 80 confirmações de chefes de estado e de governo, e que devem chegar a 120 líderes mundiais presentes na Rio+20 em junho. Muita coisa mudou nas duas décadas que separam a conferência de 1992 da Rio+20, e uma das alterações mais significativas é a mudança no eixo do poder e na geopolítica mundial. Em 1992, no contexto do fim da Guerra Fria e do colapso da União Soviética, os países ricos davam as cartas sozinhos nas negociações internacionais.
Hoje, os países chamados emergentes e as potências regionais dos BRICs ganharam força política e econômica, tendo papel de liderança em várias áreas e regiões do mundo, enquanto os países centrais, ricos e desenvolvidos vivem a maior crise do capitalismo desde 1929. Os negociadores da Rio+20 tentarão amarrar no documento final o estabelecimento de metas como dobrar, até 2030, o percentual de energia renovável na matriz energética do mundo, que hoje é pouco mais do que 7%. Também pode haver metas para a redução gradativa do subsídio a combustíveis fósseis e para dobrar a taxa de eficiência energética até 2030.